Mês da Advocacia: conheça a conselheira Carla Sahium Traboulsi

No Mês da Advocacia, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) apresenta uma série especial de entrevistas com os conselheiros seccionais que atuam diretamente na defesa e no impulsionamento da categoria em todo o Estado. Hoje, conheça a trajetória e as ações de Carla Sahium Traboulsi.

Confira a entrevista completa:

OAB-GO: Para você, o que representa ocupar uma cadeira no Conselho Seccional da OAB-GO?

Carla Sahium: Poder ocupar uma cadeira no Conselho Seccional da OAB-GO representa, para mim, uma grande honra, mas sobretudo uma responsabilidade. É a oportunidade de participar ativamente da construção institucional da advocacia, contribuindo para o fortalecimento das prerrogativas profissionais, da ética, do acesso à justiça e do papel social que a advocacia exerce na defesa da cidadania e do Estado Democrático de Direito.

Mais do que representar a classe, significa ouvir os advogados e advogadas, compreender seus desafios e colaborar para que a Ordem continue sendo uma instituição forte, respeitada e comprometida com os interesses da advocacia e da sociedade.

OAB-GO: Como você tem contribuído, no Conselho Seccional, para o fortalecimento da advocacia goiana?

Carla Sahium: Minha trajetória sempre esteve profundamente ligada à Ordem dos Advogados do Brasil. Tive a honra de presidir a Comissão de Mediação, Conciliação e Arbitragem da OAB-GO em diferentes gestões, integrar comissões nacionais e, atualmente, participar da Comissão Especial de Arbitragem da OAB Federal.

Essas experiências reforçaram minha convicção de que a advocacia goiana precisa estar preparada para os desafios contemporâneos, ampliando seus espaços de atuação e valorizando métodos eficientes e adequados de solução de conflitos.

No Conselho Seccional, procuro contribuir por meio do diálogo, da construção de consensos e da defesa de uma advocacia comprometida com soluções. Acredito que nosso papel vai muito além da litigância. Somos profissionais chamados a orientar, prevenir conflitos, proteger direitos, construir pontes e oferecer segurança jurídica para as pessoas, empresas e instituições.

No âmbito da atual gestão da OAB-GO, estou participando, juntamente com a Diretoria Seccional, da estruturação da Câmara de Mediação e Arbitragem da OAB-GO, um projeto que considero extremamente relevante para a advocacia goiana. A iniciativa busca criar novas oportunidades de atuação profissional, fortalecer os métodos adequados de solução de conflitos e aproximar ainda mais a advocacia dos mecanismos modernos de acesso à justiça.

Também busco incentivar a capacitação permanente, a inovação, a valorização das prerrogativas profissionais e o fortalecimento institucional da advocacia goiana, para que os advogados goianos estejam cada vez mais preparados para os desafios e oportunidades do futuro.

OAB-GO: Que mensagem você gostaria de deixar para os advogados e advogadas de Goiás?

Carla Sahium: Ao longo da minha trajetória, percebi que as pessoas raramente procuram um advogado apenas por uma questão jurídica. Elas procuram alguém capaz de ajudá-las a enfrentar momentos importantes de suas vidas, proteger seus patrimônios, organizar suas relações e encontrar caminhos para seguir em frente.

Por isso, acredito que nossa maior responsabilidade não é apenas conhecer as leis, mas compreender as pessoas e os problemas que nos são confiados.

A advocacia continuará sendo uma das profissões mais importantes da sociedade porque trabalha diretamente com aquilo que tem valor para as pessoas: seus direitos, seus projetos, suas famílias, seus negócios e seus sonhos.

Minha mensagem é para que nunca percamos essa perspectiva. Que possamos exercer a advocacia com excelência técnica, mas também com sensibilidade, responsabilidade e compromisso com a construção de soluções.

Porque, no final das contas, mais do que processos, a advocacia é feita de pessoas. E é por meio delas que podemos transformar conflitos em oportunidades, desafios em aprendizado e o Direito em um verdadeiro instrumento de construção social.

A advocacia não deve ser reconhecida apenas pela capacidade de apontar problemas, mas principalmente pela capacidade de construir soluções.