As comissões de Direito Empresarial do Trabalho (Cedet) e de Direito Sindical (CDSind) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) realizaram, na noite da última terça-feira, dia 28 de abril, o Seminário de Direito Sindical Patronal Contemporâneo. O evento reuniu, na sede da Escola Superior de Advocacia (ESA-GO), advogados e especialistas para discutir como a segurança jurídica e a eficiência nas negociações coletivas tornaram-se pilares essenciais para a sustentabilidade econômica e a harmonia das relações de trabalho no estado.
A abertura do seminário contou com uma mesa diretiva composta por lideranças da OAB-GO, da ESA-GO e da Caixa de Assistência dos Advogados (Casag), reforçando o compromisso das instituições com a educação continuada e o fortalecimento das prerrogativas. Participaram do evento:
- Rodrigo Lustosa, diretor-presidente da ESA-GO;
- Talita Hayasaki, secretária-geral da OAB-GO;
- Juliana Santos, ouvidora da Casag;
- Carla Zannini, presidente da Cedet;
- Maria Eugênia, presidente da CDSind;
- Giovana Guimarães, vice-presidente da OAB Prev;
- Tadeu de Abreu Pereira, presidente do Instituto Goiano de Direito do Trabalho (IGT).
Negociação coletiva como ferramenta de sobrevivência
O seminário abordou a necessidade de evitar erros recorrentes, como a redação de cláusulas frágeis ou a falta de clareza normativa, que podem gerar passivos trabalhistas significativos e instabilidade no setor produtivo. Para Carla Zannini, uma das organizadoras do encontro, o cenário atual exige que o advogado e o dirigente sindical atuem de forma estratégica.
“A negociação coletiva assumiu um protagonismo absoluto. Saber negociar hoje não é apenas discutir cláusulas isoladas, mas compreender profundamente o setor econômico, mapear riscos e antecipar conflitos. Negociar bem significa proteger a atividade empresarial e garantir segurança jurídica”, afirmou Zannini.
Perspectivas atuais
Um dos pontos altos do evento foi a palestra do jurista Antonio Carlos Aguiar, que trouxe provocações sobre a modernização das relações laborais e o papel do sindicato patronal frente às novas dinâmicas econômicas. O debate enfatizou que um Direito Sindical eficiente deve ser, acima de tudo, técnico e proativo, servindo como ponte para soluções equilibradas e sustentáveis entre capital e trabalho.
Para a presidente da CDSind, o fortalecimento dos instrumentos coletivos de trabalho reflete diretamente na sociedade goiana. “Convenções coletivas bem estruturadas garantem previsibilidade para o empresariado. Isso fomenta o investimento e a geração de empregos e, simultaneamente, assegura o cumprimento de direitos e deveres de forma clara para os trabalhadores”, celebrou Maria Eugênia.


