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24/08/2020 19:00

Representante da Comissão de Direito Aeronáutico diz que internacionalização do aeroporto Santa Genoveva vai alavancar economia goiana

O presidente da Comissão Especial de Direito Aeronáutico (CEDAer) da OAB-GO, Georges Ferreira, avaliou nesta quarta-feira (24 de agosto) que a inauguração do saguão internacional do aeroporto de Goiânia, Santa Genoveva, resgata parte importante da nossa história e poderá alavancar a economia de Goiás.

“Goiânia é uma cidade que possui uma vocação muito forte para o turismo de eventos, uma das maiores do Brasil. Tenho certeza que ao voltarmos, passando a pandemia, nós teremos a oportunidade de reaver esse movimento. Na década de 1990 nós fazíamos vários voos charter internacionais, voos alugados”, disse em entrevista à TBC.

Para Georges, é bom que o aeroporto de Goiânia receba melhorias, como o sistema de pouso por instrumentos, e observou que será importante saber qual o planejamento, pois o aeroporto tem limitação em relação à quantidade de passageiros que podem ser atendidos e ele pode servir de alternativa ao aeroporto de Brasília.

No entanto, afirmou que vê tudo de forma positiva, mas fazendo uma ressalta quanto ao preço da passagem: “Importante ver também como vai ficar o preço da passagem. Nós, goianos, toda vez que viajamos para o exterior o preço de Goiânia a Brasília ou Goiânia a São Paulo é praticamente metade do preço total da passagem internacional”, porque saindo daqui o custo do voo vai cair porque o valor do ICMS do combustível é praticamente cortado, e isso se encaixaria numa operação de exportação.

Boas perspectivas

Sobre destinos, analisou que devem ser para os países da América do Sul, e citou Argentina e Peru, pelo potencial turístico e também porque são voos médios e não transcontinentais. Citou também Miami e Lisboa, mas acrescentou que isso vai depender do planejamento das empresas e da demanda do mercado.

“Com certeza, o Governo de Goiás terá um importante papel nisso, uma vez que a Goiás Turismo vai ter que planejar, fazer propaganda e mostrar atrativos, para que as empresas aéreas nacionais e estrangeiras operem a partir daqui”.

Por causa da pandemia, afirmou que tivemos e teremos de reinventar muita coisa, mesmo porque a aviação foi um dos setores mais afetados. Informou que os voos internacionais chegaram a cair 98% no Brasil e os nacionais reduziram em 93%, entre abril e maio.

“As empresas aéreas terão a oportunidade de redesenhar a sua malha e poderiam incluir Goiânia como atrativo, por estar próximo a Brasília, mas também por Goiás ser agora um dos cinco estados que realmente demonstram capacidade econômica e fôlego para superar a crise econômica causada pela Covid-19. Goiás é um hub para cargas e UTIs internacionais”, salientou.


Com informação da TBC

 

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