Publicações OAB-GO

07/05/2019 15:00

ESA Talks apresenta formato inovador e moderno de eventos

Um espaço para o compartilhamento de histórias de vida permeadas pelo ímpeto empreendedor e reflexões sobre o futuro da advocacia. Com esse objetivo, a primeira edição do ESA Talks aconteceu na noite dessa segunda-feira (6 de maio) e reuniu sete palestrantes em torno do tema “Futuro, Direito e Empreendedorismo”. O evento foi realizado no Meu Escritório - Casag (Avenida Goiás, nº 60, no Centro de Goiânia).

Com a apresentação dos conteúdos feita em 15 minutos, o ESA Talks é um novo modelo de evento jurídico que a Escola Superior de Advocacia de Goiás (ESA-GO) inaugura. O diretor-geral da ESA-GO e conselheiro federal, Rafael Lara Martins, esclarece que a proposta é trazer experiências e conhecimentos de temas com profundidade e leveza, em um ambiente que proporciona uma atmosfera agradável ao público. 

“O papel da ESA é preparar a advocacia para o futuro e isso começa dentro de casa, trazendo eventos que refletem o novo caminho”, explica e anuncia que a ideia é realizar outras edições ao longo do ano e disponibilizar os vídeos de cada palestra em um canal no Youtube. 

“O novo formato é uma proposta diferente pra quem quer novas experiências”, diz e completa que os formatos clássicos de eventos realizados pela ESA continuarão existindo. 

Foram palestrantes a CEO do Grupo EMPZ Helena Ribeiro; o secretário-geral da OAB-GO Jacó Coelho; o diretor-geral da ESA-GO e conselheiro federal Rafael Lara Martins; o presidente da Casag Rodolfo Mota; o conselheiro federal Fernando de Paula Gomes; a presidente da Comissão de Inovação e Gestão da OAB-GO Ísis Fontenele; e o conselheiro seccional da OAB-GO, sócio e diretor-jurídico da Fast Açaí Maurício Lima. O diretor-adjunto da ESA-GO Rafael Brasil conduziu o evento e é um dos responsáveis pela idealização desse formato.

Mulheres e empreendedorismo
A empresária Helena Ribeiro relatou casos de empreendedorismo relacionados ao grupo empresarial que lidera há 30 anos, entre eles a própria história de vida. “Desde 2011, o grupo EMPZ é a maior empresa nacional do segmento (de consultoria e gestão de recursos humanos)”, afirma. 

“Para conseguir isso, nós mulheres temos que mostrar que somos sempre mais, temos que estudar muito mais que os homens, trabalhar muito mais. Apenas 0,2% de mulheres chegam onde só homens chegam. Somos poucas mulheres empreendedoras e líderes de grandes empresas. Temos muitas empreendedoras de micro e pequenos negócios”, aponta. 

O formato da organização do evento foi elogiado pela empresária. Ela também ressaltou o empreendedorismo e a educação como ferramentas de mudança das realidades.

Advocacia do futuro
A adaptação da advocacia às novas tecnologias foi um dos pontos destacados pelo secretário-geral da OAB, Jacó Coelho. “É preciso que nós advogados reinventemos a advocacia de modo a conviver com o novo perfil de cliente e com as novas tecnologias. Temos que usá-la para facilitar nosso trabalho, reduzir custos e, com isso, sermos mais competitivos no mercado”, considera. 

Jacó também refletiu sobre as consequências das decisões sobre a vida profissional e pessoal ao abordar o tema “Começando do zero - a futuridade das nossas decisões”. Para ele, o formato do evento “tira da zona de conforto tanto o público quanto os palestrantes”. 

Em sua palestra, Rafael Lara Martins abordou o tema "O vazio entre a empolgação e a ação" e propôs uma reflexão sobre a quantidade de vezes em que se alimenta a empolgação com algum projeto que não se concretiza. "Existe um vazio entre a empolgação e ação. A ação diz respeito a fazer escolhas e tomar decisões. Quem se acostuma a tomar decisões, acostuma-se a fazer escolhas e a superar esse vazio”, explica. Propôs ainda um desafio ao público a partir da escolha de dois pensamentos originados no evento. Em seguida,  cada pessoa deveria elaborar um planejamento para realizar um deles no dia seguinte e o outro em um prazo de 30 dias.

Multidisciplinaridade
O presidente da Casag, Rodolfo Mota, abordou características que são exigências do empreendedorismo moderno e a relação delas com a advocacia - gestão de tempo, ser multitarefa e a multidisciplinaridade. “Os chamados que enfrentamos na vida profissional estão cada vez mais versáteis e os profissionais precisam estar preparados para não perder o foco da relação multidisciplinar do Direito ao se relacionar com gestão de pessoas, tecnologia da informação, ciências contábeis, ciências da computação, por exemplo”. 

Rodolfo também destacou o modelo do evento “fora das amarras e completamente diferente do que se está acostumado a ver nos eventos jurídicos”. “Absolutamente fantástico”, avalia. 

O conselheiro seccional Maurício Lima, por sua vez, abordou a possibilidade que o advogado tem de inovar na sua atuação ao adquirir outras habilidades, entre elas a de gestão de negócios, e encontrar uma outra fonte de receita, por exemplo investir em um empreendimento. “É preciso sair da zona de conforto e ir além da advocacia contenciosa. No ramo da advocacia empresarial, buscar contribuir para o desenvolvimento do negócio”.

A presidente da Comissão Especial de Inovação e Gestão, Isis Fontenele, falou sobre as novas competências para a advocacia do futuro. Na palestra, ela citou cinco competências que o advogado precisa estar atento. “A necessidade do advogado e a advogada saber se relacionar com outro, entender a importância da gestão de pessoas e saber usar a criatividade, um dos meios para atingir a inovação”, diz Isis.

Ela também citou o pensamento crítico e a resolução de conflitos. “Pilares e competências para advogado estar preparado para esse novo mercado”, resumiu. Por fim, ela destaca que o evento foi inovador, de grande excelência e bem estruturado. “Deverá ter continuidade no futuro pelo conteúdo disponibilizado para a advocacia”, destaca.

O conselheiro federal Fernando de Paula falou estritamente sobre futuro, direito e empreendedorismo e, para isso, colocou como tema o “Advogável Mundo Novo”. "Tenho praticado e defendido aquilo que eu mesmo denominei de “Advocacia de Resultado”. Nada mais é do que a advocacia com o “foco do cliente” e não “no cliente”. Isso, por si só, já é uma quebra de paradigma".


 





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