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Capoeira inclusiva e evento de motociclismo movimentaram final de semana no CEL

Capoeira inclusiva e evento de motociclismo movimentaram final de semana no CEL

Os finais de semana na região metropolitana de Goiânia agora têm um endereço certo para a diversão, desde que o Centro de Cultura, Esporte e Lazer da Advocacia (CEL) foi revitalizado pela Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (CASAG). Além dos espaços privilegiados para espantar o calor, o clube tem sempre uma agenda lotada de atrações culturais e eventos próprios para a família dos advogados e seus convidados.

No último domingo (23), quem passou pelo CEL encontrou atividades para públicos variados. No salão de eventos, o 1º Congresso Moto-Educativo da Comissão de Direito do Trânsito da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO), teve exposição de carros antigos, apresentação de motociclistas e motos de arrancar o fôlego dos amantes do motociclismo, exposição de miniaturas e artesanato, além de shows de Rock e Blues com os grupos Acorde 7 e Sunroad.

Próximo à piscina principal, quem preferia um som mais leve que os acordes pesados do rock’nd roll, pôde curtir um show de MPB com a artista Fabrícia Eges. A cantora encerrou um encontro promovido pelas Comissões de Acessibilidade da CASAG e dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-GO, presididas pelo advogado Herbert Batista Alves. Durante o encontro, mestres e alunos da Escola Abadá Capoeira promoveram uma aula de capoeira inclusiva no CEL e explicaram ao público os benefícios da atividade para crianças com deficiência. 

Capoeira inclusiva


De acordo com o advogado Herbert Alves, a ação é parte das atividades das comissões na campanha “Setembro Verde”, que busca conscientizar a população sobre a inclusão e as múltiplas capacidades das pessoas com deficiências. “Trouxemos a capoeira inclusiva para o CEL para mostrarmos aos frequentadores que a pessoa com deficiência pode participar de qualquer atividade. Todas as atividades podem ser adaptadas às pessoas com deficiência, independentemente de qual seja a deficiência, desde que haja vontade e sensibilidade, um olhar humano para com as pessoas”, explicou.

O professor responsável pela aula inclusiva, Mestre Takinha, desenvolve o trabalho da capoeira inclusiva há 10 anos na capital goiana e conta que a atividade foi surgindo conforme convivia com os próprios alunos. “Quando eu comecei a dar aula em uma escola inclusiva, eu não tinha qualquer contato prévio com pessoas com deficiência. Eu tentei me colocar no lugar daquela criança cadeirante, com síndrome de down ou com autismo, pensando em como eu me sentiria em uma sala de aula ou em uma quadra de uma aula de educação física sem qualquer apoio, sem poder participar das atividades. O trabalho foi crescendo com a participação e o ensinamento de cada um dos alunos”, conta.

Para o professor, um bom exemplo de como a capoeira pode ajudar o desenvolvimento pessoal e social das crianças com deficiência é a evolução do aluno Theo Luiz Takeda. Theo tem sete anos de idade e tem o diagnóstico de autismo grave desde 1 ano e seis meses de idade. O desenvolvimento motor e comunicacional do aluno é uma surpresa para o professor. 

A advogada Tatiana Takeda, mãe do Theo, conta que o pequeno faz diversas atividades voltadas para seu desenvolvimento pessoal motor, comunicacional e social, mas que, entre todas as atividades, apresenta um interesse particular voltado para a capoeira. “Quando fica sabendo que está na hora de ir para a aula de capoeira, o Theo já vai correndo, prepara o uniforme e vai feliz. A capoeira não é só um esporte ou uma arte, ela desenvolve um lado lúdico, unindo o sério com a brincadeira, que agrada muito ao público infantil”, diz.

Para Tatiane, a capoeira inclusiva do Mestre Takinha é uma atividade fundamental para o desenvolvimento do filho. “A coordenação motora do Theo vem sendo desenvolvida visivelmente desde que ele começou as aulas de capoeira. Durante a aula, ele precisa atender a comandos e, desenvolver essa habilidade, é muito importante na vida de uma pessoa autista”.
A advogada, que também compõe a Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-GO, conta que, segundo o censo do IBGE de 2010, cerca de 23% da população brasileira tem alguma deficiência e lembra que é preciso criar condições para a inclusão dessa significativa parcela da população.

O presidente da Comissão concorda. Para Herbert, as múltiplas variedades de deficiências exigem a adaptação de atividades e espaços para a inclusão de todos. “Apesar de estar à frente das comissões, eu também estou em um processo de evolução de conhecimento, porque eu vivo, hoje, a condição de pessoa com deficiência física. Mas existe uma série de outras deficiências e a gente tem que ter uma sensibilidade para conseguir compreender o lugar do outro e incluir sempre pessoas com esses outros tipos de deficiência”, confessa.

A escolha do show de encerramento do evento também foi mais uma demonstração da capacidade das pessoas com deficiência ao público frequentador do clube. A artista Fabrícia Eges é deficiente visual e apresentou a todos um repertório variado, que foi de Zeca Baleiro a Belchior. Fabrícia é cantora, musicista e compositora.

 

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